No final da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Nova York era um dos principais centros da aviação mundial. O aeroporto de LaGuardia, inaugurado em 1939, já havia se tornado um dos mais movimentados do mundo. Além disso, a cidade ostentava um dos mais famosos arranha-céus, o Empire State Building.

Foi justamente esse edifício que se tornou palco de uma tragédia, no dia 28 de julho de 1945. Naquela manhã, um avião B-25, pertencente à Força Aérea dos Estados Unidos, decolou do aeroporto de Newark, em Nova Jersey. A equipe de bordo era composta por três homens: o piloto, o co-piloto e um passageiro.

O destino do voo era Minneapolis, no estado de Minnesota. No entanto, o piloto decidiu fazer uma rota alternativa, passando por Nova York. O tempo estava ruim, com muita neblina, mas o piloto acreditava ser capaz de navegar pelo campo visualizado.

Infelizmente, ele acabou perdendo a referência e, sem perceber, voou baixo demais, acabando por colidir com a torre norte do Empire State Building, deixando um enorme buraco na fachada.

Na época, estima-se que havia cerca de 14 mil pessoas trabalhando no edifício. O acidente causou 14 mortes, incluindo as três pessoas a bordo do avião. Além disso, 26 outras pessoas ficaram feridas.

Esse foi o primeiro acidente grave envolvendo um avião e um arranha-céu na história. A partir daquele momento, foram criadas novas leis e regulamentações para prevenir novos acidentes. Em particular, foram estabelecidas normas para limitar a altura máxima permitida para a navegação de aviões na área urbana de Nova York.

Hoje em dia, o Empire State Building é um dos principais pontos turísticos da cidade de Nova York. Apesar de ter sido palco de um acidente tão trágico, o edifício continua a ser um símbolo da grandeza e da força dos Estados Unidos.

Em suma, o acidente do B-25 no Empire State Building deixou uma marca profunda na história da aviação e é uma lição sobre os riscos e a responsabilidade envolvidos na pilotagem de qualquer aeronave.